Resposta direta: A síndrome de burnout é o esgotamento causado pelo estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado. A Organização Mundial da Saúde descreve o burnout por três sinais: exaustão de energia, distanciamento mental ou cinismo em relação ao trabalho e queda da eficácia profissional. Na CID-11, ele tem o código QD85 e é classificado como fenômeno ocupacional, ligado ao contexto do trabalho.

Os sintomas de burnout vão do cansaço que não passa com descanso até insônia, dores, irritabilidade, sensação de fracasso e dificuldade de concentração. Burnout tem tratamento e recuperação. Quando o esgotamento tem relação com o trabalho, ele pode justificar afastamento, ser reconhecido como doença do trabalho (B91) e dar 12 meses de estabilidade depois da alta.

Está esgotado e acha que pode ser burnout? A equipe AssédioNet oferece consulta médica online em saúde mental do trabalho, de até 60 minutos, com relatório médico e, quando indicado, a documentação para o INSS. Você envia um resumo do seu caso e recebe orientação e horários em até 24 horas.

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Acordar cansado, trabalhar no automático, sentir indiferença por algo que antes dava orgulho. Este guia explica o que é a síndrome de burnout, quais são os sintomas, como o quadro evolui, como é o diagnóstico e o tratamento e quais direitos valem quando o esgotamento vem do trabalho.

O que é síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, também chamada de síndrome do esgotamento profissional, é um estado de esgotamento físico, emocional e mental provocado pela exposição prolongada ao estresse no trabalho. A palavra vem do inglês burn out, que quer dizer “queimar até o fim”. A imagem ajuda: é como uma vela que ficou acesa tempo demais.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o burnout na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças, a CID-11, com o código QD85. Pela definição da OMS, o burnout resulta do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso, e se caracteriza por três dimensões:

  • exaustão: sensação de esgotamento ou de falta de energia;
  • distanciamento mental do trabalho: sentimentos negativos, cínicos ou de indiferença em relação ao trabalho, à equipe ou aos clientes;
  • queda da eficácia profissional: a sensação, muitas vezes real, de render menos e de não dar mais conta.

Dois pontos da definição são importantes. Primeiro, a OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional: o termo se refere ao contexto do trabalho e não deve ser usado para descrever esgotamento em outras áreas da vida, como o cuidado de um familiar ou os estudos. Segundo, o burnout não é a mesma coisa que depressão ou ansiedade, embora possa vir junto com elas.

Burnout também não é fraqueza nem falta de vontade. A origem está na forma como o trabalho é organizado, não no caráter da pessoa.

Sintomas de burnout: a lista completa

Os sintomas de burnout costumam chegar aos poucos, e por isso demoram a ser percebidos. No começo parecem cansaço comum. Com o tempo se somam e atingem o corpo, as emoções, o pensamento e o comportamento. A lista abaixo reúne os sinais mais descritos. Ninguém precisa ter todos, e nenhum deles sozinho fecha o diagnóstico.

Sintomas físicos

  • cansaço extremo, que não melhora com uma noite de sono ou com o fim de semana;
  • insônia, sono que não descansa ou sonolência durante o dia;
  • dores de cabeça frequentes;
  • dores e tensão muscular, principalmente no pescoço, nos ombros e nas costas;
  • problemas gastrointestinais, como azia, dor de estômago e alteração do intestino;
  • palpitações, falta de ar e sensação de aperto no peito;
  • alterações do apetite e do peso;
  • gripes e infecções que se repetem.

Sintomas emocionais

  • sensação de estar esgotado, “sem bateria”, já ao acordar;
  • irritabilidade, impaciência e explosões por motivos pequenos;
  • sensação de fracasso, de incompetência ou de que nada do que faz é suficiente;
  • desânimo, vazio e falta de motivação para o trabalho;
  • ansiedade, especialmente no domingo à noite ou antes de abrir o e-mail;
  • choro fácil;
  • indiferença emocional, como se nada mais importasse.

Sintomas cognitivos (no pensamento)

  • dificuldade de concentração e de manter a atenção;
  • esquecimentos e lapsos de memória no dia a dia;
  • dificuldade de tomar decisões simples;
  • pensamentos repetitivos sobre o trabalho, mesmo de folga;
  • visão cínica e negativa sobre a empresa, os colegas ou os clientes.

Sintomas comportamentais e no trabalho

  • queda de produtividade e erros que antes não aconteciam;
  • procrastinação e dificuldade de começar tarefas;
  • atrasos, faltas ou, ao contrário, jornadas cada vez mais longas para compensar;
  • isolamento dos colegas, da família e dos amigos;
  • abandono de atividades de lazer e de exercício;
  • aumento do uso de álcool, cigarro, calmantes ou outras substâncias para “aguentar”;
  • conflitos frequentes no trabalho e em casa.

O que diferencia esses sintomas de um período puxado é a persistência e o vínculo com o trabalho: eles duram semanas ou meses, pioram quando o trabalho aperta e não se resolvem com uns dias de folga. Se você se reconheceu em vários itens de mais de um grupo, vale procurar avaliação médica.

Se o esgotamento vier com pensamentos de morte ou vontade de se machucar, procure ajuda agora. O CVV atende de graça pelo telefone 188, a qualquer hora. Em situação de risco imediato, ligue 192 (SAMU) ou vá a um pronto-socorro.

Quais são as fases do burnout?

O burnout não surge de um dia para o outro. A literatura descreve modelos de fases, com nomes e quantidades de etapas que variam entre autores. Eles servem para entender o caminho, não como régua de diagnóstico: as fases se sobrepõem e nem todo mundo passa por todas na mesma ordem. Uma forma simples de descrever a evolução é esta:

FaseO que aconteceSinal de alerta
1. Entusiasmo e excessoA pessoa se dedica além do limite, assume tudo, pula pausas e passa a medir o próprio valor pelo trabalhoNão consegue desligar, nem nas férias
2. EstagnaçãoO ritmo não se sustenta, aparecem cansaço, sono ruim e irritação; a pessoa tenta compensar trabalhando ainda maisCansaço que não passa com o fim de semana
3. FrustraçãoCrescem a sensação de fracasso, o cinismo e o distanciamento; o rendimento cai e os conflitos aumentam“Nada do que eu faço adianta”
4. Apatia e esgotamentoExaustão intensa, sintomas físicos e emocionais fortes, dificuldade de cumprir o mínimo; podem surgir depressão ou ansiedade associadasNão consegue mais trabalhar, choro frequente, crises físicas

Quanto mais cedo o quadro é reconhecido, mais simples tende a ser a recuperação. Nas fases finais, o tratamento costuma incluir acompanhamento médico e, muitas vezes, afastamento.

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Checklist: como garantir o B91 e a estabilidade de 12 meses

Como o burnout nasce no trabalho, a documentação certa desde o primeiro atestado ajuda a mostrar essa relação. Os documentos que a perícia espera, o que não pode faltar no relatório médico, como pedir a CAT e a conversão de B31 em B91. Preparado pela Equipe AssédioNet.

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O que causa a síndrome de burnout?

A causa central é o estresse crônico ligado ao trabalho. Não é um único dia ruim, e sim uma situação que se repete por meses sem que a pessoa tenha meios de mudá-la. As condições mais associadas ao burnout são:

  • sobrecarga: volume de trabalho maior do que cabe na jornada, de forma contínua;
  • metas inalcançáveis e cobrança constante, com pressão por resultados sem os meios para atingi-los;
  • pouco controle sobre o próprio trabalho: prazos, prioridades e métodos decididos sem a pessoa;
  • falta de reconhecimento, financeiro ou não;
  • conflito de valores, quando o trabalho exige fazer o que a pessoa considera errado;
  • injustiça na distribuição de tarefas, promoções e punições;
  • clima ruim, liderança abusiva e assédio moral;
  • hiperconexão: mensagens fora do horário, ausência de pausas e de descanso real.

Características pessoais, como perfeccionismo e dificuldade de dizer não, podem deixar alguém mais vulnerável, mas não são a causa. O ponto de partida está na organização do trabalho. É por isso que a prevenção é responsabilidade da empresa. Alguns ambientes valorizam o excesso como se fosse virtude, tema do texto sobre produtividade tóxica e a cultura do excesso. Quando há humilhação, isolamento ou perseguição, o problema pode ser assédio, e o artigo sobre os impactos do assédio moral na saúde mental explica essa ligação.

Quando o trabalho se soma a jornadas de cuidado em casa, o recorte muda; o texto sobre burnout em mulheres aprofunda esse ponto.

Burnout, estresse, depressão e ansiedade: qual é a diferença?

Os quatro quadros dividem sintomas e podem aparecer juntos. A tabela resume as diferenças de forma simplificada; só a avaliação médica separa um do outro com segurança.

CaracterísticaBurnoutEstresseDepressãoAnsiedade
OrigemLigada ao trabalho, por definiçãoQualquer situação de pressãoMultifatorial, pode ter ou não relação com o trabalhoMultifatorial
Sinal centralExaustão, cinismo com o trabalho e queda de eficáciaTensão e sensação de urgênciaHumor deprimido e perda de prazer em quase tudoPreocupação excessiva, medo, sintomas físicos de alerta
AlcanceConcentrado no trabalho, no inícioLigado à situação estressanteAtinge todas as áreas da vidaPode atingir várias áreas
Com descanso e afastamentoTende a melhorar aos poucos quando a causa no trabalho é tratadaCostuma melhorar quando a pressão passaNem sempre melhora só com descansoNem sempre melhora só com descanso
CódigoQD85 (CID-11); Z73.0 (CID-10)Não é diagnóstico em siF32, F33 (CID-10)F41 e outros (CID-10)

A diferença mais prática: no burnout, o sofrimento gira em torno do trabalho; na depressão, a falta de prazer contamina tudo, inclusive o que não tem relação com o emprego. Um burnout não tratado pode evoluir para depressão. O guia burnout ou depressão: como diferenciar detalha esses pontos. Para entender a fase anterior, o texto sobre estresse ocupacional mostra quando a pressão do trabalho começa a virar adoecimento.

Como é feito o diagnóstico de burnout?

O diagnóstico é clínico, feito por médico, a partir da conversa, da história de trabalho e do exame. Não existe exame de sangue ou de imagem que confirme burnout. Exames podem ser pedidos para descartar outras causas de cansaço, como anemia, alterações da tireoide ou problemas do sono.

Na consulta, o médico costuma investigar:

  • quais sintomas existem, desde quando e com que intensidade;
  • como é o trabalho: jornada, metas, cobrança, relação com a liderança, pausas, mudanças recentes;
  • se os sintomas melhoram nas folgas e pioram no trabalho;
  • se há sinais de depressão, ansiedade ou outro transtorno associado;
  • o impacto na vida pessoal e na capacidade de trabalhar.

Questionários e testes on-line podem servir de alerta, mas não substituem a consulta.

Qual é o CID do burnout?

Na CID-11, o burnout é o QD85. Como no Brasil atestados e sistemas do INSS ainda usam muito a CID-10, o esgotamento também aparece como Z73.0 (Esgotamento), dentro do grupo de problemas relacionados com a organização do modo de vida. Quando o quadro já evoluiu para depressão ou ansiedade, o médico pode registrar os códigos desses transtornos, como F32, F33 ou F41, junto ou no lugar do código do esgotamento. O texto sobre burnout na CID-11 (QD85) e os direitos trabalhistas explica o que muda com cada código.

Psicólogos podem avaliar e acompanhar o burnout, e a relação entre atestado psicológico e afastamento é explicada em psicólogo pode dar atestado de afastamento?

Burnout tem cura? Como é o tratamento

Sim, burnout tem tratamento e recuperação. O tempo varia muito de pessoa para pessoa e depende da gravidade, de quando o tratamento começou e, principalmente, de as condições de trabalho que causaram o quadro mudarem ou não. Voltar para o mesmo ambiente, sem nenhum ajuste, é uma das razões mais citadas para recaídas.

O tratamento costuma combinar várias frentes:

  • acompanhamento médico, com psiquiatra, médico do trabalho ou clínico, para avaliar o quadro, os diagnósticos associados e a capacidade de trabalhar;
  • psicoterapia, para entender o que levou ao esgotamento, reconstruir limites e lidar com culpa e ansiedade;
  • medicação, quando há depressão, ansiedade ou insônia que justifiquem, sempre com prescrição e acompanhamento médico;
  • afastamento, quando o médico avalia que a pessoa não tem condições de trabalhar ou que continuar exposta vai piorar o quadro;
  • mudanças no trabalho: redistribuição de tarefas, revisão de metas, mudança de setor ou de liderança, quando possível;
  • cuidados de base: sono, alimentação, atividade física e lazer.

Férias e folgas aliviam, mas sozinhas raramente resolvem um burnout já instalado. A volta ao trabalho também precisa ser planejada, de preferência de forma gradual e com ajustes combinados. O guia sobre retorno ao trabalho após afastamento por saúde mental mostra como preparar esse momento.

Burnout dá afastamento? Quem paga e quem decide

Sim. Se o médico avalia que a pessoa não tem condições de trabalhar, ele pode emitir atestado de afastamento por burnout ou pelos quadros associados. Nenhum CID define quantos dias de atestado a pessoa tem: o tempo depende da gravidade e do tipo de trabalho. O caminho funciona assim:

PeríodoQuem pagaQuem decideO que você precisa
Até 15 diasA empresa (salário normal)O médico que emite o atestadoAtestado médico entregue à empresa no prazo
A partir do 16º diaO INSS (benefício por incapacidade temporária)A perícia médica do INSSPedido no Meu INSS, atestado ou relatório médico detalhado, exames e documentos
ProrrogaçãoO INSSA perícia médica do INSSPedido de prorrogação antes do fim do benefício, com relatório atualizado
Volta ao trabalhoA empresaMédico do trabalho no exame de retornoAlta do INSS e exame de retorno ao trabalho

Um relatório médico bem feito, com sintomas, tempo de evolução, tratamento e limitações para o trabalho, faz diferença na perícia. O passo a passo completo está em afastamento por saúde mental: passo a passo. Se o pedido foi negado, veja o que fazer quando o INSS nega o afastamento psiquiátrico.

Síndrome de burnout é doença do trabalho? B31, B91 e estabilidade

Pode ser. Como o burnout, por definição, nasce do trabalho, ele é um dos quadros em que o nexo com o trabalho aparece com mais clareza. No Brasil, o esgotamento profissional consta da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde, atualizada pela Portaria GM/MS nº 1.999/2023. Mesmo assim, o reconhecimento no INSS não é automático: a perícia analisa cada caso.

Essa diferença define o tipo de benefício e os direitos que vêm com ele:

PontoB31 (comum)B91 (acidentário)
Quando é concedidoIncapacidade sem relação reconhecida com o trabalhoIncapacidade com nexo reconhecido com o trabalho
Estabilidade depois da altaNão há estabilidade automática12 meses de estabilidade no emprego (art. 118 da Lei 8.213/1991)
FGTS durante o afastamentoA empresa não depositaA empresa continua depositando
Como o nexo é reconhecidoNão se aplicaCAT, NTEP (cruzamento do CID com a atividade da empresa) ou análise da perícia médica do INSS
Se veio como B31 por enganoÉ possível pedir a conversão para B91, com documentos que mostrem a relação com o trabalho

A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) pode ser emitida pela empresa e, se ela se recusar, também pelo próprio trabalhador, pelo sindicato ou pelo médico, como explica o texto sobre quem emite a CAT em doença mental. Para os detalhes da estabilidade no burnout, leia burnout dá estabilidade? B91 e os 12 meses. E se o benefício saiu como comum, o guia como converter B31 em B91 mostra o caminho.

Posso ser demitido com burnout?

Depende da situação. Durante o afastamento pelo INSS, o contrato fica suspenso e a demissão sem justa causa não pode ocorrer. Depois de um afastamento pelo B91, há estabilidade de 12 meses contados da alta, salvo justa causa.

Depois de B31 ou de atestados curtos, não existe estabilidade legal. Mas a demissão motivada pela doença pode ser questionada como discriminatória. A Súmula 443 do TST presume discriminatória a dispensa de empregado com doença grave que suscite estigma ou preconceito, e a Justiça do Trabalho analisa caso a caso se o quadro se encaixa. Os textos sobre demissão durante atestado médico e demissão depois de voltar do afastamento explicam o que fazer em cada caso.

Se o burnout foi causado ou agravado pelas condições de trabalho, a empresa também pode responder por isso. O texto sobre responsabilidade da empresa no adoecimento psíquico aborda esse ponto.

Acho que estou com burnout: o que fazer agora?

  1. Leve os sintomas a sério. Esgotamento que dura semanas não é frescura nem falta de organização.
  2. Procure avaliação médica. Conte como é o seu trabalho, não só como você se sente. Esse contexto faz parte do diagnóstico.
  3. Anote o que acontece. Jornadas, metas, mensagens fora do horário, episódios de cobrança abusiva, datas dos sintomas. Esse registro ajuda no tratamento e, se for o caso, na prova do nexo com o trabalho.
  4. Guarde todos os documentos: atestados, receitas, relatórios, exames e comunicações com a empresa.
  5. Não decida tudo no pior momento. Pedir demissão no auge do esgotamento pode fazer você perder direitos. Busque orientação antes.

Você não precisa colocar o CID no atestado: o diagnóstico só vai no documento com a sua autorização. Se o CID constar, ele é dado de saúde e deve ter acesso restrito dentro da empresa.

Como a empresa deve prevenir o burnout

Como as causas do burnout estão na organização do trabalho, a prevenção é tarefa da empresa, e não apenas de cada pessoa. Desde 26/05/2026, a NR-1 exige que os riscos psicossociais, como sobrecarga, metas abusivas, falta de autonomia e assédio, façam parte do gerenciamento de riscos no PGR. Isso inclui identificar esses fatores, avaliar e adotar medidas para reduzi-los.

Na prática, algumas medidas ajudam a prevenir o esgotamento:

  • dimensionar equipes e metas de forma realista;
  • respeitar jornada, pausas e o direito de se desconectar fora do horário;
  • dar autonomia e clareza sobre prioridades;
  • preparar as lideranças para perceber sinais de esgotamento e acolher, sem punir;
  • manter um canal de denúncia sério para assédio, obrigatório para empresas com CIPA pela Lei 14.457/2022;

O guia como prevenir o burnout na equipe traz um roteiro para líderes e RH. Para entender o contexto da norma, veja o que são riscos psicossociais na NR-1. Para se aprofundar, o livro Riscos Psicossociais e Saúde Mental do Trabalhador trata do adoecimento mental no trabalho, do nexo e da prevenção.

Para RH, DP e lideranças

Afastamentos por burnout na equipe são um sinal de que a sobrecarga, as metas ou a forma de liderar precisam ser revistas. Desde 26/05/2026, a NR-1 exige que os riscos psicossociais façam parte da gestão de riscos no PGR. A AssédioNet leva o tema para dentro da empresa em palestra ou treinamento com médica e Auditora-Fiscal do Trabalho, presencial ou online, para lideranças, CIPA e SIPAT.

Palestra sobre riscos psicossociais e NR-1O que o RH deve fazer no afastamento

Para se aprofundar

Livro Riscos Psicossociais e Saúde Mental do Trabalhador

Para entender como o Direito do Trabalho trata o burnout e o adoecimento mental, o nexo com as condições de trabalho e o dever de prevenção das empresas. Referência em pós-graduações de Direito, Medicina do Trabalho e Psiquiatria, na 3ª edição revisada e ampliada (2024).

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Perguntas frequentes sobre síndrome de burnout

O que é síndrome de burnout, em poucas palavras?

É o esgotamento causado pelo estresse crônico no trabalho que não foi bem administrado. A OMS o descreve por três sinais: exaustão, distanciamento ou cinismo em relação ao trabalho e queda da eficácia profissional.

Quais são os primeiros sintomas de burnout?

Em geral, cansaço que não passa com descanso, sono ruim, irritabilidade, dificuldade de desligar do trabalho e sensação de que nada do que se faz é suficiente. Com o tempo, surgem dores, queda de rendimento e distanciamento do trabalho.

Burnout tem cura?

Sim, burnout tem tratamento e recuperação. O tempo varia conforme a gravidade, o início do tratamento e a mudança das condições de trabalho que causaram o quadro.

Qual é o CID do burnout?

Na CID-11, é o QD85. Na CID-10, ainda usada em muitos atestados no Brasil, o esgotamento aparece como Z73.0. Se houver depressão ou ansiedade associadas, o médico pode usar também os códigos desses transtornos.

Burnout é doença?

A OMS classifica o burnout como fenômeno ocupacional, e não como transtorno mental. No Brasil, o esgotamento profissional consta da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho do Ministério da Saúde e pode justificar afastamento e reconhecimento como doença do trabalho.

Qual a diferença entre burnout e depressão?

No burnout, o sofrimento gira em torno do trabalho. Na depressão, a falta de prazer e o humor deprimido atingem todas as áreas da vida. Um burnout não tratado pode evoluir para depressão, e só a avaliação médica separa os dois.

Quem pode diagnosticar burnout?

O diagnóstico é feito por médico, como psiquiatra, médico do trabalho ou clínico, a partir da conversa, da história de trabalho e do exame. Psicólogos também avaliam e acompanham o quadro.

Burnout dá afastamento pelo INSS?

Sim, se houver incapacidade para o trabalho. Até 15 dias quem paga é a empresa; a partir do 16º dia, o afastamento passa pela perícia médica do INSS, que decide sobre o benefício.

Burnout dá estabilidade no emprego?

Quando o afastamento é pelo B91, com nexo reconhecido com o trabalho, há 12 meses de estabilidade após a alta. Com B31 não há estabilidade automática, mas a dispensa por causa da doença pode ser questionada como discriminatória.

Quanto tempo de afastamento o burnout dá?

Não há número fixo. Nenhum CID define dias de atestado. O médico avalia a gravidade e o tipo de trabalho, e acima de 15 dias quem decide a duração do benefício é a perícia médica do INSS.

Posso ter burnout gostando do que faço?

Sim. Gostar da profissão não protege quando as condições de trabalho são de sobrecarga e pressão constantes. Muitas vezes o quadro começa justamente com dedicação excessiva.

Preciso colocar o CID do burnout no atestado?

Não. O CID só vai no atestado com a sua autorização, e a empresa não pode recusar o atestado por isso. Se o CID constar, é um dado de saúde e deve ter acesso restrito.

Fontes oficiais

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A equipe AssédioNet oferece consulta médica online em saúde mental do trabalho, com orientação sobre documentação, afastamento e direitos.

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Escrito por Equipe AssédioNet.