Resposta direta: Afastamento por problemas psicológicos, como depressão, ansiedade ou burnout, tem estabilidade de 12 meses quando o INSS concede o benefício como B91 (auxílio por incapacidade temporária acidentário), ou seja, quando reconhece nexo entre o adoecimento e o trabalho. Se o benefício foi B31 (comum), não há estabilidade automática prevista em lei, mas a demissão logo após a alta pode ser considerada discriminatória e gerar reintegração ou indenização.

O que decide entre um caso e outro não é o diagnóstico nem o tempo de afastamento: é o nexo entre a doença e o trabalho. E atestado de até 15 dias, sozinho, não dá estabilidade. A seguir, cada situação e como planejar um retorno seguro ao trabalho.

Foi afastado por saúde mental ou está voltando ao trabalho? A equipe AssédioNet oferece consulta médica online em saúde mental do trabalho, de até 60 minutos, com relatório médico e, quando indicado, a documentação para o INSS. Você envia um resumo do seu caso e recebe orientação e horários em até 24 horas.

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Afastamento por problemas psicológicos tem estabilidade?

Tem, se o afastamento foi enquadrado como acidentário. A estabilidade de 12 meses está no art. 118 da Lei 8.213/1991 e vale para quem recebeu o benefício acidentário (B91), sem distinção entre doença física e mental. Depressão, transtorno de ansiedade, estresse pós-traumático e burnout entram nessa regra quando se reconhece que o trabalho causou ou agravou o quadro.

A Súmula 378 do TST resume os requisitos: afastamento superior a 15 dias e recebimento do auxílio acidentário, salvo se for constatada, depois da dispensa, doença ocupacional com relação de causalidade com o trabalho. Essa ressalva final é importante: mesmo quem não recebeu B91 pode ter a estabilidade reconhecida na Justiça se provar que a doença tinha origem no trabalho.

A tabela abaixo resume a diferença que define o seu caso:

 B91: acidentárioB31: comum
Quando é concedidoHá nexo entre a doença e o trabalhoA doença não é reconhecida como ligada ao trabalho
Estabilidade após a alta12 meses (art. 118 da Lei 8.213/1991)Não há estabilidade automática
Depósito do FGTS durante o afastamentoA empresa continua depositandoFica suspenso
Conta como tempo de serviço no empregoSim (art. 4º, §1º, da CLT)Não, a partir do 16º dia de afastamento
Proteção contra demissãoEstabilidade legalProteção contra demissão discriminatória (Súmula 443 do TST)

Para a aposentadoria a regra é outra: o período em benefício por incapacidade, seja B31 ou B91, conta como tempo de contribuição quando fica intercalado com períodos de contribuição (art. 55, II, da Lei 8.213/1991).

Na prática, há casos em que o afastamento sai como B31 quando teria enquadramento de B91. Reverter isso depende de prova técnica: laudos, histórico funcional, registro de jornada, testemunhas e uma avaliação médica que estabeleça o nexo. O caminho está em como converter B31 em B91, e para conferir qual foi o seu, veja B31 ou B91: como saber.

Afastamento por depressão tem estabilidade?

Tem, quando o afastamento por depressão sai como B91 ou quando a Justiça reconhece depois que a depressão foi causada ou agravada pelo trabalho. Com B31 e sem nexo reconhecido, não há estabilidade automática. O art. 118 da Lei 8.213/1991 não faz distinção entre doença física e doença mental, e o art. 20 da mesma lei equipara a doença ocupacional ao acidente do trabalho.

O diagnóstico de depressão, sozinho, não gera a garantia. Ela nasce da soma de três elementos:

  1. afastamento superior a 15 dias, que leva o caso ao INSS;
  2. benefício concedido como acidentário (B91);
  3. relação entre a depressão e o trabalho, reconhecida pelo INSS ou, mais tarde, pela Justiça.

Isso explica por que duas pessoas com o mesmo CID, o mesmo tempo de afastamento e atestados parecidos podem sair do INSS com proteções diferentes. O que separa uma da outra é a prova do nexo.

Depressão com B31 tem estabilidade?

Não de forma automática. Mas existem duas saídas que muita gente desconhece:

  • Reconhecimento posterior do nexo. A Súmula 378 do TST admite a estabilidade mesmo sem B91 quando, depois da dispensa, fica constatada doença ocupacional relacionada ao trabalho. Na prática, isso acontece em ação trabalhista, com perícia médica judicial.
  • Proteção contra dispensa discriminatória. A Lei 9.029/1995 proíbe práticas discriminatórias na relação de emprego, e a Súmula 443 do TST presume discriminatória a dispensa de empregado com doença grave que gere estigma ou preconceito. Tribunais já aplicaram esse entendimento a casos de depressão, sobretudo quando a demissão veio logo depois do retorno. Não são 12 meses garantidos, mas a dispensa pode ser anulada, com reintegração ou indenização.

Como a depressão passa a ser reconhecida como doença do trabalho?

O nexo pode aparecer por três caminhos, que se somam:

  • NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário). O art. 21-A da Lei 8.213/1991 permite ao INSS presumir a relação com o trabalho quando o grupo do CID está associado à atividade econômica da empresa (CNAE). Quando o NTEP se aplica, é a empresa que precisa demonstrar que a doença não veio do trabalho.
  • CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). A empresa deve emitir quando há suspeita de doença ocupacional. Se ela não emitir, o próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato, o médico que o atendeu ou uma autoridade pública podem fazer a comunicação. Veja quem pode emitir a CAT por doença mental.
  • Prova do contexto de trabalho. Assédio, metas inalcançáveis, jornada excessiva, humilhações, violência no atendimento. Mensagens, e-mails, testemunhas, registros do ambulatório da empresa e um relatório do psiquiatra que descreva esse contexto ajudam a mostrar a origem do adoecimento. Para o dia do exame, leia como se preparar para a perícia do INSS por depressão.

Depressão e estabilidade: situação por situação

SituaçãoEstabilidade de 12 meses?O que pode ser feito
Afastamento acima de 15 dias com B91Sim, contada da alta do INSSGuardar a carta de concessão e o comunicado de alta
Afastamento acima de 15 dias com B31, mas a depressão veio do trabalhoNão automáticaPedir a conversão para B91 ou buscar o reconhecimento na Justiça (Súmula 378)
Afastamento com B31 e depressão sem relação com o trabalhoNãoQuestionar a dispensa se ela for discriminatória
Atestado de até 15 dias, sem passar pelo INSSNão, pela regra geralConferir a soma de atestados e a convenção coletiva
Demitido e, depois, a Justiça reconhece o nexoSim (Súmula 378)Reintegração ou indenização do período

Como funciona o afastamento do trabalho por depressão?

O afastamento por depressão segue a mesma regra de qualquer incapacidade. Os primeiros 15 dias são pagos pela empresa, com base no atestado médico. A partir do 16º dia, quem paga é o INSS, depois da perícia médica do INSS, que avalia se há incapacidade para o trabalho. Nenhum CID define a quantidade de dias de atestado: quem define é o médico, conforme a gravidade do quadro. E o CID só aparece no atestado com a sua autorização.

O passo a passo completo, dos documentos ao agendamento, está em como pedir afastamento por saúde mental. Se o pedido foi negado, veja o que fazer quando o INSS nega o afastamento psiquiátrico.

Fui demitido depois de voltar de afastamento por depressão: e agora?

Comece juntando os documentos: atestados, laudos, carta de concessão do INSS, comunicado de alta, mensagens do período e o termo de rescisão. Depois, avalie com um advogado trabalhista qual destes caminhos se aplica:

  • Tinha B91 e foi demitido dentro dos 12 meses: a dispensa sem justa causa é irregular. Cabe pedir reintegração ou a indenização do período de estabilidade.
  • Tinha B31, mas a depressão veio do trabalho: a ação pode pedir a perícia médica judicial para reconhecer o nexo e, com ele, a estabilidade.
  • A demissão veio logo depois do retorno, sem motivo claro: pode ser discutida como discriminatória.

Se o processo termina depois que o período de estabilidade já acabou, a Justiça costuma converter a reintegração em indenização dos salários do período (Súmula 396 do TST). O prazo para entrar com a ação trabalhista é de até 2 anos depois do fim do contrato. Nessas ações, o laudo da perícia judicial tem muito peso. Por isso o histórico médico e os documentos do período de trabalho precisam estar organizados desde o início. Mais detalhes em fui demitido depois de voltar do afastamento.

Afastamento por depressão e ansiedade tem estabilidade?

A regra é a mesma para os dois diagnósticos, juntos ou separados. Ansiedade (F41) e depressão (F32, F33), ou o transtorno misto ansioso e depressivo (F41.2), dão estabilidade de 12 meses quando o afastamento sai como B91. O código do atestado não muda isso: o que muda é se o INSS, ou depois a Justiça, reconheceu que o trabalho causou ou agravou o quadro. Veja o que o código mais comum de ansiedade significa em CID F41.1 no atestado.

Afastamento por burnout tem estabilidade?

Tem, e com uma particularidade: o burnout é, por definição, ligado ao trabalho. A CID-11 o descreve como fenômeno ocupacional (QD85), e a lista de doenças relacionadas ao trabalho do Ministério da Saúde inclui o esgotamento profissional. Por isso, quando o afastamento passa de 15 dias e o diagnóstico é bem documentado, o enquadramento esperado é o B91, com 12 meses de estabilidade. Se saiu como B31, cabe pedir a conversão. Aprofundamos em burnout dá estabilidade.

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Checklist: como garantir o B91 e a estabilidade de 12 meses

Se você quer garantir a estabilidade de 12 meses depois do afastamento por saúde mental, a documentação decide. Os documentos que a perícia espera, o que não pode faltar no relatório médico, como pedir a CAT e a conversão de B31 em B91. Preparado pela Equipe AssédioNet.

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Atestado psiquiátrico dá estabilidade?

Não por si só. Afastamentos de até 15 dias são pagos pelo empregador e não passam pelo INSS. Nesse caso não existe estabilidade de 12 meses, porque não houve concessão de benefício acidentário. Vale o mesmo para atestado de ansiedade: o atestado de poucos dias, sozinho, não dá estabilidade. A explicação completa está em atestado psiquiátrico dá estabilidade? A regra dos 15 dias.

O atestado continua importante por outro motivo: ele constrói o histórico. Uma sequência de atestados por transtorno mental, ligada a um mesmo contexto de trabalho, é um dos elementos que sustentam o nexo ocupacional mais adiante. Atestados pela mesma doença que somam mais de 15 dias em 60 dias levam o caso ao INSS. E algumas convenções coletivas preveem garantias próprias, então vale consultar a da sua categoria.

Quanto tempo dura a estabilidade e a partir de quando ela conta?

Os 12 meses são contados a partir da cessação do benefício, ou seja, da alta do INSS e do retorno ao trabalho, e não da data do diagnóstico nem do início do afastamento. Durante esse período, a demissão sem justa causa é nula: o trabalhador pode pedir reintegração ou a indenização correspondente ao período restante.

Se o B31 foi convertido em B91 depois, por decisão administrativa ou judicial, a estabilidade passa a valer a partir da alta original.

Como funciona o retorno ao trabalho após afastamento?

O retorno tem três etapas. Primeiro, a alta: a data em que o atestado termina ou em que o INSS cessa o benefício. Segundo, o exame de retorno ao trabalho: a NR-7 exige que ele seja feito antes da volta em afastamentos de 30 dias ou mais por doença ou acidente. Terceiro, a volta à função, que pode ser gradual ou com ajustes, conforme as recomendações médicas.

Se o INSS dá alta mas o médico do trabalho considera você inapto, surge o chamado “limbo previdenciário”. Nessa situação, não aceite ficar sem salário e sem resposta: registre tudo por escrito, peça a reavaliação ao INSS se for o caso e busque orientação. A Justiça do Trabalho tem entendido, em muitos casos, que a empresa não pode simplesmente deixar o trabalhador sem salário e sem função. Se a função anterior não é mais compatível, leia sobre readaptação de função após afastamento.

Quais direitos o trabalhador tem no retorno ao trabalho?

  • Estabilidade provisória: 12 meses após a alta, nos casos com nexo ocupacional reconhecido (B91).
  • Reabilitação profissional: o INSS deve encaminhar à reabilitação o segurado que não puder voltar à atividade habitual (art. 62 da Lei 8.213/1991).
  • Readaptação de função: quando a função anterior é gatilho do adoecimento, a recomendação médica de mudança deve ser levada a sério pela empresa.
  • Proteção contra demissão discriminatória: a Súmula 443 do TST presume discriminatória a dispensa de trabalhador com doença grave que gere estigma. Tribunais têm aplicado esse entendimento a transtornos mentais.
  • NR-1 e NR-7: desde 26/05/2026 a NR-1 exige que a empresa gerencie os riscos psicossociais no PGR, dever que alcança as condições de retorno; e a NR-7 exige o exame de retorno antes da volta de afastamento de 30 dias ou mais.

A estabilidade protege o emprego, mas não protege a saúde. Voltar à mesma chefia e às mesmas metas que estavam por trás do adoecimento aumenta o risco de recaída, e por isso as medidas abaixo importam tanto quanto o prazo de 12 meses.

O que fazer para que o retorno seja seguro: 5 medidas

  1. Combine o ritmo de retorno. Um retorno gradual, começando por funções menos demandantes ou com metas ajustadas, ajuda a reduzir o risco de recaída. Peça por escrito.
  2. Documente tudo. E-mails com cobranças excessivas, tarefas impossíveis, mudanças de função sem explicação: guarde. Isso serve como prova se houver demissão arbitrária ou assédio depois do retorno.
  3. Mantenha o acompanhamento médico. A alta não encerra o tratamento. Conte ao seu médico como estão sendo as primeiras semanas.
  4. Conheça seus apoios. Médico assistente, advogado trabalhista, sindicato e, em processos, o assistente técnico atuam em momentos diferentes. Não espere a demissão para buscar orientação.
  5. Identifique o gatilho original. Se o adoecimento teve causa no trabalho, nomear isso é o primeiro passo para não repetir o ciclo.

O que a empresa deve fazer depois da alta do trabalhador?

A NR-1 não traz regra específica para o retorno de afastados. O que existe é o exame de retorno da NR-7 e o dever geral do gerenciamento de riscos ocupacionais. Na prática, no retorno de um trabalhador afastado por saúde mental, a empresa deve:

  • rever o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) para identificar se a função ou o ambiente contribuíram para o adoecimento;
  • garantir que o retorno não exponha novamente o trabalhador ao risco identificado;
  • registrar o acompanhamento do retorno e as adaptações combinadas.

O que fazer quando o retorno vira gatilho

Se nas primeiras semanas depois do retorno você percebe que os sintomas estão voltando (insônia, crises de ansiedade, choro sem motivo aparente, medo constante de errar), não espere piorar. Procure seu médico e documente os sinais. Se houver nova incapacidade, um novo afastamento pode ser necessário, e, quando ocorre dentro de 60 dias pela mesma doença, a regra previdenciária trata como continuação do benefício anterior.

Se você está em crise ou pensa em se machucar, procure ajuda agora: o CVV atende pelo 188, de graça, 24 horas, e o SAMU pelo 192.

Para RH, DP e lideranças

O retorno de um trabalhador afastado por saúde mental é um dos momentos em que a recaída é mais previsível, e por isso precisa de plano. Desde 26/05/2026, a NR-1 exige que a empresa identifique e controle os riscos psicossociais no PGR. A AssédioNet leva o tema para dentro da empresa em palestra ou treinamento com médica e Auditora-Fiscal do Trabalho, presencial ou online, para lideranças, CIPA e SIPAT.

Palestra sobre NR-1 e riscos psicossociaisO que o RH deve fazer no afastamento

Para se aprofundar

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Para entender como o Direito do Trabalho trata a depressão e outros adoecimentos mentais, o nexo com o trabalho, a estabilidade e o retorno. Referência em pós-graduações de Direito, Medicina do Trabalho e Psiquiatria, na 3ª edição revisada e ampliada (2024).

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Perguntas frequentes sobre estabilidade e retorno ao trabalho

Afastamento por problemas psicológicos tem estabilidade?

Tem, quando o INSS concede o benefício acidentário (B91), o que exige nexo reconhecido entre o adoecimento e o trabalho. São 12 meses a partir da alta. No B31 não há estabilidade automática, mas a dispensa pode ser questionada como discriminatória.

Afastamento por depressão tem estabilidade de 12 meses?

Sim, quando o afastamento é enquadrado como B91. A regra do art. 118 da Lei 8.213/1991 não distingue doença física de doença mental: o que importa é o reconhecimento do nexo com o trabalho.

Afastamento por ansiedade tem estabilidade?

Tem, se o benefício foi concedido como B91. Nesse caso são 12 meses de estabilidade a partir da alta. Se o benefício foi B31, não há estabilidade automática, mas a demissão logo após o retorno pode ser questionada como discriminatória.

Afastamento por burnout gera estabilidade?

Gera, quando sai como B91. Como o burnout é ligado ao trabalho por definição, o enquadramento acidentário é o esperado em afastamentos acima de 15 dias bem documentados. Se saiu como B31, cabe pedir a conversão.

Atestado psiquiátrico dá estabilidade no emprego?

Não por si só. O atestado de até 15 dias é pago pelo empregador e não passa pelo INSS, então não há benefício acidentário nem estabilidade. A estabilidade de 12 meses depende do B91 ou do reconhecimento judicial da doença ocupacional.

Estabilidade após afastamento do INSS por depressão começa quando?

Na data da cessação do benefício, ou seja, na alta do INSS. São 12 meses contados daí, e não do diagnóstico nem do início do afastamento.

Quem tem depressão pode ser demitido?

Durante o afastamento pelo INSS, a dispensa sem justa causa não produz efeito, porque o contrato está suspenso. Depois da alta, com B91, só por justa causa dentro dos 12 meses. Com B31, a demissão sem justa causa é possível, mas pode ser anulada se for discriminatória.

Afastamento de 15 dias por depressão dá estabilidade?

Pela regra geral, não, porque até 15 dias o afastamento não passa pelo INSS e não gera B91. A exceção é quando atestados pela mesma doença somam mais de 15 dias em 60 dias e levam ao benefício, ou quando a convenção coletiva prevê garantia própria.

Preciso de CAT para ter estabilidade por depressão?

Não é obrigatório, porque o INSS pode reconhecer o nexo pelo NTEP ou pela avaliação do caso. Mas a CAT ajuda. Se a empresa não emitir, o trabalhador, o sindicato ou o médico que o atendeu podem emitir.

Tenho estabilidade se a depressão não foi causada pelo trabalho?

Não pela lei previdenciária. Nesse caso, a proteção possível é contra a dispensa discriminatória ou alguma garantia prevista na convenção coletiva da categoria.

Posso ser demitido após retornar de afastamento por saúde mental?

Depende do enquadramento. Com B91, há estabilidade de 12 meses após a alta e a dispensa sem justa causa é nula. Com B31, não há estabilidade garantida em lei federal, mas a demissão pode ser considerada discriminatória e gerar reintegração ou indenização.

Como funciona o retorno ao trabalho após afastamento?

Depois da alta, a NR-7 exige exame de retorno antes da volta em afastamentos de 30 dias ou mais. Em seguida, o trabalhador reassume a função, de preferência com ajustes recomendados pelo médico.

Fontes oficiais

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A equipe AssédioNet oferece consulta médica online em saúde mental do trabalho, com orientação sobre documentação, afastamento e direitos.

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Escrito por Equipe AssédioNet.